quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não me lembro exatamente há quanto tempo foi; um, dois, três anos talvez, não importa. O que importa é que eu e ele éramos o casal perfeito, combinávamos em tudo e nos entendíamos perfeitamente bem. Sabe aquele cara que em um dia normal te dá um buquê de rosas, escreve cartas apaixonadas e coisas do tipo? Assim era o André. E eu? Aquela boba apaixonada, que se derrete toda vez que ouve um “eu te amo”. Quem vê eu falando assim, até pensa que vivemos um conto de fadas; até poderia ser, se Joana não tivesse entrado em nossa vida.
Me lembro como se fosse ontem, André no meio de uma declaração de amor, no dia dos namorados, na qual, todas as solteiras que vissem sentiriam inveja de mim, e lá estava ela, Joana, a fofoqueira “encalhada” da cidade, se remoendo por nunca terem feito igual por ela. Tal fato é considerado irrelevante ao meio de tantos que estavam por vir, e o pior deles, que acabou com meus sonhos.
Certo dia, eu estava em casa, havia acabado de chegar de um dia de serviço, quando ela chega dizendo que estava grávida, de André. Na época eu acreditei na história, pois como desconfiaria assim, de alguém que diz algo desse tipo? Impossível, mesmo com a confiança que André me passava, com um simples olhar. Quando estava prestes a terminar um relacionamento que fazia uma diferença inestimável em minha vida, a farsa foi desmascarada, ela estava com Robson, com o qual, tinha um relacionamento em aberto, onde se viam as vezes, mas não chegava a ser sério, besteira. Robson que seria o pai.
Nosso namoro voltou mais forte, confiança era nosso lema; isso incomodou profundamente Joana, que tomou uma atitude que eu jamais esperaria nem daqueles que me consideravam uma inimiga: Assassinou cruelmente meu único amor. Onde ciúmes seria desculpa para matar alguém com facadas? Quem tem ciúmes de algo, é por que sente amor, não é? O fato de querer tirar o bem mais precioso de alguém é inveja, é crueldade, é frieza.
A assassina pagou por seus atos, não como merecia, pois cadeia é pouco por quem não tem capacidade para aceitar a realidade, mas de certa forma, foi bom.
Hoje ainda sofro com a perda, é claro, afinal, eu acredito em almas gêmeas, e ele sempre foi e continuará sendo a minha. As marcas do passado vão ficar para sempre, foi muito intenso, sofri e ainda sofro descontroladamente, mas distância jamais vai ser motivo para se acabar com um grande amor.

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